Dedo em mola

O que é

dedo mola - figura1. Dedo em mola ou dedo em gatilho, é o termo corrente para designar tenossinovite estenosante dos tendões flexores dos dedos da mão. Tem este nome pois o paciente quando tenta esticar o dedo atingido, há uma dificuldade inicial em o fazer após a qual o dedo estica rápidamente após um ressalto, dando a sensação que se soltou uma mola.

Para o seu correcto funcionamento, os tendões que fazem a flexão dos dedos das mão passam por umas estruturas em forma de anel chamadas polis, que funcionam como roldanas e mais não fazem do que guiar os tendões de forma a que possam deslizar correctamente na proximidade dos ossos e potenciar assim a sua acção.

O dedo em mola aparece quando a poli existente na base do dedo se torna espessada e de alguma forma dificulta o deslizar do tendão nessa zona. Por vezes nota-se uma tumefação nessa zona. A dificuldade do tendão passar na poli origina um processo inflamatório, com aumento de volume do tendão, o que dificulta ainda o seu movimento criando-se desta forma um ciclo vicioso.

Causas

Muitas vezes não é possível identificar uma causa.

Entre as causas identificadas encontram-se a artrite reumatóide, diabetes, gota ou um traumatismo.

Quadro clínico

Habitualmente existe uma sensação de desconforto na base do dedo sobre a poli, associada por vezes a dor (principalmente à hiperpressão), à existência de uma tumefação ou formação nodular.

Quando tenta esticar o dedo, após uma resistencia inicial, o dedo estica rápidamente havendo um ressalto, parecendo que se soltou uma mola. Com muita frequência, o paciente tem a sensação de que a lesão está nas articulações intrefalângicas

Tratamento

Tem como objectivo diminuir a o processo inflamatório, permitindo desta forma uma melhoria da dor e a restauração do movimento normal.

Medicação anti-inflamatória, imobilização temporária com uma tala, restrição de determinadas actividades estão entre as medidas iniciais. A infiltração local com corticóide é também uma opção (figura 1).

dedo mola - figura2. No caso de insucesso com o tratamento conservador, estará indicado o tratamento cirúrgico. Consiste em seccionar a poli, criando desta forma espaço para que o tendão deslize sem impedimento (figura 2).

A cirurgia é feita habitualmente em regime ambulatório, sob anestesia local ou loco-regional. O movimento activo do dedo é estimulado no pós operatório imediato, devendo a mão ser utilizada o mais precocemente possível (evidentemente condicionada pelo penso cirúrgico).

Poderá haver desconforto, dor ou edema, geralmente pouco importantes e de curta duração.

Em casos excepcionais poderá haver necessidade de tratamento fisiátrico.


Mais informação em aaos.org


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